A fraude que utiliza caixas eletrônicos de criptomoedas penetra no sistema bancário pelo mesmo caminho que a maioria dos riscos associados a criptoativos: através de clientes comuns. O esquema funciona de forma simples: o cliente saca dinheiro vivo no banco e, em seguida, seguindo instruções de uma pessoa que nunca encontrou antes, deposita esses fundos em um caixa eletrônico de Bitcoin.

No momento em que os funcionários do banco têm motivos para questionar a legitimidade da operação, o dinheiro já desapareceu. O mecanismo de transferência de fundos por meio de terminais físicos permite que os criminosos convertam rapidamente o valor roubado em espécie, deixando as instituições financeiras sem a capacidade de reagir a tempo à atividade suspeita.

A principal vulnerabilidade reside no fato de que o saque inicial de dinheiro vivo parece uma operação bancária padrão. O risco materializa-se apenas na etapa da interação do cliente com um dispositivo de terceiros, para onde os fundos são direcionados sob influência externa, o que dificulta a identificação preventiva do esquema pelas equipes do banco.